Eu não quero você. Têm vezes que me esqueço de você, que um dia você existiu. Esqueço-me que nós dois já existimos. E aí, de repente não me interesso mais por nada que faças. Você não importa mais, não faz falta, não quero mais te ter aqui, nem do meu lado e nem em qualquer lugar. Nem querer distância de você, não acho que você tenha me feito mal. Foi bom enquanto durou, e apenas isso basta.
Eu não acho justo comigo mesma, não que seja culpa sua, mas não consigo achar justo que por não querer você eu não queira mais outro ninguém. Por não querer você não quero felicidade. Agora, por mais que eu consiga sorrir, há muito não dou um bom sorriso, não sorrio com a alma. Torna-se indiferente para mim, se eu sorrir ou não, estou literalmente sobrevivendo. Eu nunca fui assim. Sempre tive vontade de vida, de viver intensamente.
Mas sabe o que é? Não tenho um ‘motivo’ para viver. É como se eu precisasse ter alguém do meu lado. Alguém que desse um sentido, nem que fosse qualquer, mas desse um sentido a minha vida. Alguém a quem eu pudesse dedicar as canções que insistem em ficar na minha cabeça.
Ninguém nunca vai ser como você foi, isso é fato. Mas não procuro alguém parecido, procuro apenas alguém que possa me dar sentido. E não quero algo como ‘sentido eterno’. Quero um sentido curto, que possa me manter feliz nem que for pelos instantes de um beijo. Eu não estou procurando por alguém. Apenas quero esse alguém. Não sei se espero ele vir até mim, se o procuro e espero ele se manifestar, ando confusa. Apenas quero um motivo para viver.


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